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Novos Passos - Fabricantes
International Harvester e Mercedes-Benz
International Harvester
A lnternational Harvester Máquinas SI A instalou-se no Brasil, em 1926, com a importação de chassis para caminhões e ônibus, a maioria destes montados aqui. Com a implantação da indústria automobilística brasileira, esta importante empresa norte-americana decidiu-se pela fabricação, no país, do NV-184 - caminhão com capacidade para 8,2 toneladas e motor a gasolina. Em 1965 a fabricação foi interrompida.
Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz nasceu na Alemanha, em 1926, com a fusão da Benz & Cia. Rheinische Automobil und Motoren Fabrik AG e da Daimler Motoren Gesellschaft. O primeiro modelo fabricado foi um caminhão de 1,5 tonelada, com motor a gasolina, em 1927. O primeiro veículo a diesel foi produzido em 1928 e era um caminhão de 5 toneladas, que usava um motor de 75 HP, 8,5 litros e 6 cilindros.
Em 1931 foi adotado um sistema de designação de veículos usando a letra "L" para Lastwagen (caminhão) e "LO" para ônibus. Os números após essas letras designavam a carga útil em quilogramas do veículo.
O primeiro trólebus Mercedes foi construído nessa época.
Em 1951, um grupo de especialistas brasileiros e técnicos da Daimler-Benz A.G. iniciou os estudos da possibilidade da fabricação de veículos motorizados no Brasil, efetuando- se, inclusive, o planejamento econômico para a instalação dessa indústria no país. Em 7 de outubro de 1953 a Mercedes- Benz do Brasil S/ A inicia a construção do seu parque industrial em São Bernardo do Campo, SP com área de 480.400 m2, na altura do quilômetro 15.166 da Via Anchieta.
Em dezembro de 1955 fundiu-se o primeiro bloco para motor veicular - o motor Mercedes-Benz diesel. Depois, em janeiro do ano seguinte, procedeu-se à usinagem dos blocos e, finalmente, em 28 de setembro de 1956, efetuou-se a inauguração oficial da Mercedes-Benz do Brasil S/A, com o início do funcionamento de suas linhas de montagem, com o caminhão L-312 médio para 5/6 toneladas, com cabina torpedo.
Em abril de 1958 é lançada a série LP-321, com cabina avançada e, finalmente, em julho, o ônibus monobloco 0-321 H, apelidado de "bicudinho". Um ano depois, em abril de 1959, surge o 0-321 HL, com janelas retas. Posteriormente seria lançado o mesmo modelo com janelas inclinadas. Em 1970 foi encerrada a sua produção.
Em março de 1960 é apresentada a série LAP-321, que seria o primeiro caminhão brasileiro com propulsão nas quatro rodas.
Em 1961 são exportados 550 ônibus monoblocos Mercedes para a Argentina.
Entre outubro e novembro de 1963 é lançado um chassi especial para ônibus LPO-321, com entre-eixos de 4,57m e uma série de características especiais para transporte coletivo. E, em janeiro do ano seguinte, é apresentada a série LP-331, com eixo traseiro DB-322, e uma série de aperfeiçoamentos tais como reforço do chassi, introdução do freio-motor, direção hidráulica, etc.
Em outubro de 1965 tem início o embarque de 300 ônibus, exportados para a Venezuela e em novembro de 1966, no 5° Salão do Automóvel, é apresentado o ônibus monobloco 0-326, rodoviário.
Em dezembro de 1968 são apresentados os novos ônibus monoblocos 0-321 H/RI e 0-326, com nova frente, totalmente reestilizada.
Em maio de 1969, a empresa adquire a Sociedade Técnica de Fundições Gerais S/A (Sofunge). Em novembro do mesmo ano são lançados os novos ônibus monoblocos 0-352 H/HL. No ano seguinte, em novembro, aparece o chassi para ônibus H-1313, com motor traseiro e OF- 1313, com motor frontal.
Nessa época a Mercedes tira da sua linha de montagem o motor n° 200.000, dezesseis anos depois de produzir o primeiro motor diesel brasileiro.
Em 1979 é lançado o ônibus monobloco urbano 0-364, em duas versões: a 101, com peso bruto de 13.200 kg e a 111, com peso bruto de 13.500 kg. Eram fornecidos com dois tipos de motor: OM-352 (130 cv) e OM 355/5 (170 cv). Em 1984 aparece o modelo rodoviário 0-370, em dois tipos: o 0-370RS com dois eixos e doze metros e o RSD, de três eixos e 13,20 m. Os primeiros quatro foram para a empresa Cattani, Transportes e Turismo, de Pato Branco, PR. Em seguida aparece o modelo urbano 0-355 e, em 1987, o modelo também urbano 0-371. Este novo modelo foi também apresentado em várias versões, como: 0-371 diesel; 0-371 U, diesel/gás; 0-371-LR, Padron com duas portas; 0-371-UP, Padron com três portas, diesel; 0-371-TR, trólebus; 0-371-R -rodoviário/diesel; 0-371-RSI rodoviário alongado diesel e 0-371 RSD, rodoviário diesel com três eixos. Os motores eram os OM-355/5, OM-355/A OM-355-6A e OM-355/6LA.
Em 1994 a Mercedes possuía em Campinas, SP a maior e mais moderna fábrica de ônibus do mundo ocidental. Após 38 anos de atividade no Brasil, a participação da marca na produção brasileira era de 85,,8 %" sendo de 86,,6 %, sua contribuiçã0 na exportação de ônibus.
Na Expobus de 1994, a Mercedes apresenta o modelo 0400 UPA (Urbano Padron Articulado), um protótipo articulado, com motor traseiro, e 17,76 m de comprimento; motor Mercedes série 449, turbocooler, de 300 cv. A transmissão utilizada foi a Voith automática, modelo DIWA D-863, de três marchas à frente e "retarder" acoplado. O destaque foi a articulação, desenvolvida pela própria empresa e dotada de sensor interligado à central eletrônica; a articulação atuava com um sistema hidráulico.
Em outubro de 1995 é lançado o chassi OH-1635-L Buggy (rodoviário), com motor traseiro OM-447-LA de 354 cv de potência, e o OF-1620 (urbano). O OH-1635-L seria exportado para a África do Sul e China. Também nesse ano, aparece a plataforma modelo 0-400-UP e o D- 400-UPA (este para ônibus articulado urbano). Em seguida o monobloco 0-400 RS, e finalmente, em março de 1996, a plataforma O-371-UL (urbana).
Em 16 de fevereiro de 1996 a Mercedes-Benz anuncia a desativação da montagem do ônibus monobloco, sendo sua comercialização feita até o final do ano. A justificativa era de que a empresa iria concentrar seu foco no desenvolvimento de chassis e plataformas, produtos que, entre 1956 e 1965, representaram 78,27% de sua produção, enquanto os monoblocos ficaram com 21,73%.
Fonte
Ônibus: uma história do transporte coletivo e do desenvolvimento urbano no Brasil
Autor Waldemar Corrêa Stiel
São Paulo: Comdesenho Estúdio e Editora, 2001
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